A Volta das Onze Cidades da Frísia, mas de carro: as melhores paragens para um passeio nostálgico

Um começo real em Leeuwarden

Todo bom roteiro começa na capital da Frísia. Antes de ligar o motor, vale a pena explorar o centro histórico a pé. Passeie ao longo dos canais, sente-se numa esplanada e saboreie um café com o tradicional oranjekoek frísio. Uma fatia extra para o caminho é quase obrigatória.

Não se esqueça de erguer os olhos para a Oldehove, a torre inclinada que, curiosamente, supera a de Pisa em graus de inclinação. Daqui, parte-se em direção ao sul, mergulhando cada vez mais fundo na província.

Um brinde em Sneek e a quietude de Sloten

Percorrendo aldeias pitorescas, chega-se rapidamente a Sneek. A icónica Porta da Água é a paragem perfeita para a primeira fotografia da viagem. Para quem quer mesmo mergulhar na nostalgia, uma visita à Weduwe Joustra é imperdível — é aqui que o famoso Beerenburg é produzido há séculos com base numa receita secreta.

Depois da animação de Sneek, a tranquilidade de Sloten (Sleat, em frísio) surge como um contraste refrescante. É a menor das onze cidades e parece ter ficado suspensa no tempo. Com as suas casas históricas junto aos canais, as muralhas da cidade e um moinho monumental, Sloten convida a uma caminhada despreocupada. Não há paragem mais agradável para descansar as pernas do que junto à água, a ver os barcos passarem enquanto se saboreia um gelado.

Cultura em Hindeloopen e Franeker

O percurso segue depois pela costa do IJsselmeer em direção a oeste. Hindeloopen recebe os visitantes com as suas pontes de madeira características, ruelas estreitas e a mundialmente famosa pintura decorativa de Hindeloopen. Uma visita ao Museu de Patinagem da Frísia é absolutamente recomendada — as paredes guardam toda a história da Volta das Onze Cidades, incluindo recordações extraordinárias das legendárias edições da prova.

Continuando para norte, Franeker merece uma paragem obrigatória. É aqui que se encontra o planetário em funcionamento mais antigo do mundo: o Planetário Eise Eisinga. Esta obra-prima, construída no teto de uma acolhedora sala de estar entre 1774 e 1781, tem o dom de fazer qualquer pessoa sentir-se imensamente pequena perante o universo.

Uma chegada ao ar livre e uma meta emocionante

Passando por Dokkum — a cidade mais a norte do percurso, onde se pode passear pelos antigos baluartes históricos e provar a cerveja Bonifatius — o caminho aponta novamente para Leeuwarden. Pouco antes da meta, passa-se pela famosa Ponte dos Azulejos, na pequena aldeia de Gytsjerk.

Ali, milhares de azulejos azuis e brancos formam juntos os retratos dos patinadores que um dia completaram a prova. É um monumento verdadeiramente tocante — e a forma mais bonita de encerrar um dia de viagem repleto de nostalgia.

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  • Mafalda Sampaio é uma criadora de conteúdo lifestyle portuguesa que partilha inspirações sobre casa, bem-estar e dicas para o dia a dia. O seu conteúdo combina estética moderna, organização e um estilo de vida simples e acolhedor.

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