Uma máquina bestseller que não sai das cozinhas
Um único toque e o café já está pronto. As máquinas de café superautomáticas tornaram-se indispensáveis em muitos lares. A De’Longhi Magnifica S é um dos modelos mais procurados — chegou ao mercado em 2011 e mantém-se até hoje entre os mais vendidos.
A máquina é compacta, fácil de usar e fica bem abaixo dos 1.000 euros. O preço recomendado é de 399 euros, o que a coloca numa posição vantajosa face à maioria da concorrência. Mas será que ela realmente vale a pena? É o que o nosso teste revela.
- Preço recomendado: 399 euros
- Peso: 9 quilogramas
- Dimensões: 23 x 43 x 34 centímetros
- Pressão da bomba: 15 bar
- Capacidade do reservatório de água: 1,8 litros
- Capacidade do depósito de grãos: 250 gramas
- Garantia: 2 anos
Magnifica S: Configuração inicial simples, mas com alguns obstáculos
A instalação da máquina De’Longhi decorre de forma bastante tranquila — embora o manual de instruções possa confundir com termos técnicos e frases complexas. Encher o depósito de água e o compartimento de grãos é rápido e intuitivo.
O reservatório de água, porém, apresenta algumas limitações. A marcação máxima é bastante alta, o que dificulta o transporte sem derramar, e o encaixe lateral exige alguma habilidade para ser encaixado corretamente.
Os grãos ficam armazenados num compartimento fixo que bloqueia eficazmente a passagem de luz. No entanto, o recipiente não é hermético, o que pode comprometer o aroma ao longo do tempo.
Operação: Poucos botões, funções claras
Para quem quer apenas um café simples, não é necessária qualquer instrução. Quatro botões são suficientes: tamanho pequeno ou grande, para uma ou duas chávenas. A máquina inicia o processo de extração de forma rápida e direta.
A intensidade do café é ajustável através de um seletor rotativo. Também é possível pré-configurar a temperatura e a quantidade de água, permitindo personalizar o café ao seu gosto. O único ponto menos favorável é o tempo de aquecimento de cerca de 50 segundos — é preciso um pouco de paciência.
Remover o borra de café é simples e rápido. Já o tabuleiro de pingos exige mais esforço: é largo, encaixa fundo na máquina e precisa de ser completamente retirado para ser esvaziado.
Preparação de leite: Apenas de forma manual
A Magnifica S não dispõe de qualquer sistema automático para leite. Em vez disso, vem equipada com um vaporizador manual — semelhante ao das máquinas de café expresso tradicionais de porta-filtro. Acessórios como um jarro de leite não estão incluídos.
Como o resultado da espuma de leite depende muito da habilidade e experiência de cada utilizador, este aspeto não foi avaliado no teste. Não há qualquer sistema automático de espuma de leite neste modelo.
Espresso no teste: Ligeiro, mas equilibrado
Seguindo a metodologia de teste aplicada a todos os aparelhos, a Magnifica S preparou um espresso com a quantidade mínima de água e a intensidade máxima. O resultado ficou aquém do esperado: o espresso revelou-se aguado e com pouco corpo.
Em termos de sabor, o espresso apresenta-se equilibrado, sem notas de acidez ou amargor excessivos. A crema é escassa, mas distribui-se de forma uniforme. O tempo de extração foi de aproximadamente dez segundos — um valor típico para preparações simples.
Temperatura e nível de ruído
Um ponto claramente positivo é a temperatura. Trinta segundos após o final da extração, o espresso registou 67 graus — um valor excelente. Quem aquecer previamente as chávenas consegue manter o calor por ainda mais tempo. Para isso, a máquina dispõe de uma função de água quente.
No que diz respeito ao ruído, a Magnifica S está entre os modelos mais silenciosos do teste. Durante a moagem atinge 72 decibéis — equivalente a uma conversa animada. Durante a extração, o valor desce para 60 decibéis, comparável ao volume de uma conversa normal.
Conclusão: Café clássico sem complicações
A De’Longhi Magnifica S é especialmente indicada para quem quer preparar café preto de forma simples e rápida, sem complicações. Bebidas com leite como cappuccino ou latte macchiato não são suportadas automaticamente — o leite tem de ser vaporizado manualmente com o vaporizador. O espresso também não brilhou no teste: tanto o café como a crema ficaram um pouco abaixo do esperado.
A máquina recupera pontos na temperatura, no nível de ruído e na facilidade de operação. As definições de intensidade, quantidade de água e temperatura são personalizáveis. A instalação e o manuseamento são, no geral, bastante acessíveis — e tudo isto a um preço significativamente inferior ao de muitos modelos concorrentes.
- PRÓS: Preço acessível, instalação e operação simples, opções de personalização, baixo nível de ruído, temperatura excelente
- CONTRAS: Manuseamento por vezes um pouco complicado, tempo de aquecimento longo, espresso e crema fracos, apenas vaporizador manual para preparação de leite
Resultado do teste: Satisfatório — 2,80
Máquinas superautomáticas: Os critérios de avaliação
Na hora de comprar uma máquina de café superautomática, o sabor e o design não são os únicos fatores a considerar. Também são importantes a variedade de bebidas disponíveis, a temperatura na chávena e a rapidez e simplicidade do processo de preparação.
Além disso, são avaliados o funcionamento geral, o manuseamento diário e a facilidade de limpeza. O nível de ruído e o consumo de energia são igualmente fatores relevantes na decisão de compra.










