10 bolbos de verão para plantar até ao final de maio

O segredo de um jardim deslumbrante? Escolha os bolbos certos

Basta selecionar os bolbos e tubérculos adequados, enterrá-los antes do final de maio e garantir-lhes um pouco de sol e água. Eles tratam do resto sozinhos — e não apenas por uma temporada, pois muitos regressam ano após ano se forem tratados corretamente.

Os bolbos e tubérculos de primavera são o truque mais simples para ter um jardim ou varanda com aspeto de revista, mesmo que tenha pouco tempo ou experiência. Estas plantas armazenam nas suas estruturas subterrâneas uma enorme reserva de energia, o que lhes permite arrancar rapidamente e florescer com abundância.

Por que razão os bolbos de verão são tão fáceis de gerir

Os bolbos enterrados entre fevereiro e o final de maio conseguem florescer ainda no mesmo verão, criando floradas que podem durar várias semanas. Ao contrário das tulipas ou dos narcisos, que se plantam no outono, estes bolbos de verão são pré-arrefecidos em estufa ou em armazém. Para si, isso significa apenas uma coisa: planta-os depois das últimas geadas e aguarda tranquilamente o espetáculo colorido do verão.

Há ainda outra vantagem — muitos são plantas perenes, pelo que, se conservados corretamente, acompanharão o seu jardim durante anos. Os especialistas de jardins botânicos sublinham que os bolbos estão entre as escolhas mais fiáveis, tanto para iniciantes como para jardineiros experientes. Investigações de institutos de horticultura mostram que os tubérculos corretamente conservados atingem até oitenta por cento de sucesso no replantio.

Como plantar bolbos e tubérculos para que realmente cresçam

Seja um bolbo clássico, um rizoma ou um tubérculo, o princípio é muito semelhante. O segredo do sucesso está na profundidade correta, na ausência de encharcamento e no posicionamento adequado a cada planta.

Em primeiro lugar, escolha um local com terra permeável. Em vasos e jardineiras, adicione drenagem com argila expandida ou gravilha para evitar que a água fique retida junto às raízes. Plante apenas quando as geadas primaverais mais intensas já tiverem passado — normalmente entre meados de abril e o final de maio.

Posicione o bolbo com a ponta voltada para cima, cubra com uma camada de terra e pressione levemente. Após o plantio, regue bem para que o solo envolva o bolbo e crie contacto com as raízes. Os especialistas de jardins universitários recomendam adicionar uma solução diluída de adubo na primeira rega para estimular o crescimento.

  • Escolha um local com terra drenante e, em vasos, adicione argila expandida ou gravilha
  • Plante apenas depois de desaparecer o risco de geadas significativas
  • Posicione o bolbo com a ponta para cima, cubra com terra e pressione suavemente
  • Após o plantio, regue abundantemente para que a terra envolva todo o bolbo
  • A profundidade de plantio corresponde a três vezes a altura do bolbo
  • Para tubérculos grandes como as dálias ou as cannas, bastam geralmente oito a dez centímetros

Nas jardineiras, não seja poupado no substrato — é preferível plantar menos exemplares num vaso maior do que encher demasiado um recipiente pequeno. O excesso de plantas leva a uma floração mais fraca e a um risco maior de doenças fúngicas.

Amarílis de jardim e begónias tuberosas para a sua varanda

As grandes flores em forma de trompete da amarílis são conhecidas sobretudo como planta de interior, mas aparecem cada vez mais também em jardins. Adoram sol e terra leve e bem drenada. Fazem uma figura impressionante em vasos grandes colocados no terraço — transmitem a sensação de terem chegado diretamente dos trópicos.

As amarílis precisam de locais quentes e regas regulares durante a fase de crescimento. Investigadores de faculdades de horticultura alertam que os melhores resultados são obtidos a temperaturas superiores a vinte graus. No outono, os tubérculos devem ser desenterrados e guardados no seco a uma temperatura de cerca de quinze graus.

As begónias tuberosas são a escolha ideal para quem tem uma varanda com sombra parcial ou mesmo totalmente ensombrada. Florescem durante muito tempo, muitas vezes até às primeiras frescuras. As flores globosas, plenas ou simples, causam um efeito magnífico em jardineiras, cestos suspensos e taças rasas.

Estas plantas são originárias das zonas montanhosas da América do Sul, onde crescem no sub-bosque das florestas tropicais. Por esse motivo, toleram a sombra melhor do que a maioria das plantas anuais. No outono, retire os tubérculos da terra, deixe-os secar alguns dias e guarde-os num local seco e fresco a cerca de oito graus.

Caládio e cannas para uma atmosfera tropical

O caládio oferece principalmente folhagem decorativa para vasos e posições abrigadas. Não impressiona pelas flores, mas pelas enormes folhas coloridas — com manchas, nervuras, combinando branco, verde, rosa e vermelho. Os tubérculos necessitam de calor, preferindo temperaturas entre os vinte e um e os vinte e quatro graus.

Especialistas explicam que os caládios são originários da Amazónia e precisam de elevada humidade atmosférica. Ficam muito bem numa varanda abrigada ou em casa com uma “estadia de verão” no exterior. As folhas podem atingir até trinta centímetros de comprimento.

As cannas ornamentais produzem caules altos e robustos com flores grandes e vibrantes. Podem atingir cento e cinquenta a duzentos centímetros de altura, adaptando-se perfeitamente ao fundo de canteiros ou como elementos solitários em vasos grandes. Precisam de sol pleno e terra fértil, respondendo bem a regas e adubações regulares.

Os cultivadores de jardins botânicos recomendam plantar as cannas em terra enriquecida com composto e estrume bovino. Os rizomas enterram-se na primavera a uma profundidade de dez centímetros. Durante o verão, beneficiam de uma adubação com fertilizante líquido a cada catorze dias.

Crocosmia e dálias para canteiros vivos e multicoloridos

A crocosmia, ainda pouco valorizada em Portugal, cria arcos finos e delicados cobertos de flores cor de laranja ou vermelhas. Produz um efeito deslumbrante em grupo, especialmente em combinação com gramíneas ornamentais como a Miscanthus sinensis ou a Briza.

É bastante resistente ao frio, especialmente se a terra for drenante e se a cobrir no outono com uma camada de casca ou folhas secas. É originária da África do Sul, onde cresce em encostas soalheiras. Investigadores descobriram que tolera geadas breves até menos cinco graus na presença de boa drenagem.

As dálias são um clássico atemporal. A enorme variedade de cultivares — desde as miniaturas até aos “pratos” gigantes — permite encher um jardim inteiro apenas com elas. Adoram sol e terra fértil e bem trabalhada. Durante a floração, remova regularmente as flores murchas, o que estimula a planta a formar novos botões.

Após as primeiras geadas, desinterre os tubérculos, deixe-os secar e guarde-os ao fresco a cerca de cinco graus. Os especialistas em jardinagem sublinham que as dálias estão entre os bolbos mais apreciados precisamente pela variedade de cores e formas — desde os tipos pompom aos cactus e aos anemone.

Gladíolos e lírios para elegantes flores de corte

Os gladíolos produzem caules altos e direitos, densamente cobertos de flores — como colunas vivas. Acabam frequentemente em vasos porque mantêm a frescura durante muito tempo. Se quiser prolongar o seu espetáculo, plante os bolbos “em escalonamento”, a cada dez a catorze dias, da primavera ao início do verão.

Desta forma, as plantas florescerão em intervalos sucessivos, animando o jardim ou a varanda progressivamente até setembro. Os gladíolos são originários do Mediterrâneo e da África do Sul. Investigações demonstraram que o plantio escalonado prolonga a época das flores de corte até seis semanas.

Os lírios pertencem às bolbosas mais nobres. Preferem uma terra fértil mas drenante e posições onde o bolbo tenha as “raízes frescas” enquanto os caules alcançam o sol. As flores são frequentemente intensamente perfumadas e adaptam-se na perfeição ao plantio junto ao terraço ou à entrada de casa.

A maioria das cultivares passa o inverno sem problemas na terra e forma grupos perenes cada vez mais densos. Os especialistas explicam que os híbridos asiáticos do lírio são os mais resistentes, enquanto os híbridos orientais exigem uma terra mais ácida com adição de turfa.

Tuberosas pelo perfume ao entardecer e a correta conservação invernal

Estas plantas de aspeto discreto são famosas pelo seu perfume intenso e adocicado, que atinge o seu auge ao anoitecer. Ficam na perfeição em vasos colocados junto a uma mesa de exterior, a uma espreguiçadeira ou a um banco. Os tubérculos precisam de calor, pelo que nas zonas mais frias é preferível guardar os bolbos em casa durante o inverno.

As tuberosas são originárias do México e pertencem à família das Asparagaceae. Os cientistas descobriram que o seu perfume atrai polinizadores noturnos como esfingídeos e mariposas. Na indústria da perfumaria, o extrato de tuberosa é utilizado como nota de base em perfumes de luxo.

A maioria dos bolbos de verão não suporta geadas intensas combinadas com humidade. Nas regiões com invernos mais rigorosos, após as primeiras geadas, corte as partes aéreas das plantas a alguns centímetros do solo. Desinterre com cuidado os tubérculos ou rizomas e limpe-os dos restos de terra.

Deixe-os secar alguns dias num local ventilado e guarde-os em caixas de cartão, sacos de papel ou caixotes com serradura a uma temperatura de alguns graus acima de zero. Desta forma, dálias, cannas, begónias e tuberosas servirão o seu jardim por muitas temporadas. Etiquete cada porção de tubérculos, pois na primavera é fácil esquecer qual a cultivar guardada em cada recipiente.

Dicas práticas para tirar o máximo partido dos bolbos de verão

Quando plantar em jardineiras grandes, pode combinar espécies de diferentes alturas. No fundo do vaso coloque gladíolos ou dálias altas, à frente disponha anémonas ou begónias mais baixas e preencha os espaços com plantas sazonais como petúnias ou surfínias.

Desta forma, a jardineira ficará bonita do início do verão até ao outono. Os designers de jardins recomendam o plantio em camadas de bolbos de diferentes alturas para obter um efeito em cascata. Este tipo de composição exige um recipiente maior com um diâmetro de pelo menos quarenta centímetros.

Uma estratégia vencedora é também o plantio escalonado de uma parte dos bolbos, especialmente gladíolos e dálias. Ao enterrar uma nova porção a cada duas semanas, a floração estende-se no tempo. Em vez de uma breve “explosão” de cores, obtém uma longa maratona de flores até às primeiras frescuras. Muitas destas plantas aguentam magnificamente o corte — lírios, dálias, gladíolos e anémonas passam sem problemas para o vaso, enquanto a planta na terra forma novos botões.

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  • Mafalda Sampaio é uma criadora de conteúdo lifestyle portuguesa que partilha inspirações sobre casa, bem-estar e dicas para o dia a dia. O seu conteúdo combina estética moderna, organização e um estilo de vida simples e acolhedor.

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