1,8 milhões de euros e 89 profissionais para proteger as florestas de Barcelona
A Diputació de Barcelona vai destinar 1,8 milhões de euros à 30.ª campanha do Plano de Informação e Vigilância contra Incêndios Florestais. A campanha deste verão decorrerá de 17 de junho a 31 de agosto — 76 dias consecutivos — no horário das 13h às 20h, justamente as horas de maior afluência aos espaços naturais e de risco mais elevado.
No total, serão mobilizados 89 profissionais para cobrir mais de 621.000 hectares agroflorestais, o equivalente a 99% da superfície vulnerável da demarcação. O deputado responsável pela Prevenção de Incêndios, Jordi Fàbrega, defende que é preciso pensar nos incêndios durante todo o ano — e lembra que a província conta com 1.500 urbanizações no meio da floresta. Dessas, cerca de 90% já têm projectos de franjas de protecção elaborados, mas apenas 50% os executaram na prática.
Uma rede de 285 municípios e 129 agrupações de defesa florestal
O dispositivo da Diputació de Barcelona conta com a colaboração de 285 câmaras municipais e 129 agrupações de defesa florestal (ADF), focando-se na vigilância das zonas de risco e na sensibilização da população. Fàbrega sublinhou que a província de Barcelona representa a maior concentração demográfica de toda a Europa combinada com massa florestal.
“Temos uma área metropolitana de 6 milhões de pessoas rodeada por 200.000 hectares de floresta”, afirmou, acrescentando que “isto soma-se a um contexto de alterações climáticas num clima mediterrânico”. Uma combinação que torna a região particularmente vulnerável.
Três linhas de actuação para a campanha de 2026
O plano de vigilância e informação organiza-se em torno de três eixos principais. O primeiro passa pela sensibilização e informação da população em matéria de incêndios florestais, através do destacamento de informadores no terreno. O segundo eixo é o apoio económico às ADF para tarefas de vigilância, canalizado pelos municípios. O terceiro centra-se no apoio às federações de ADF e ao respectivo secretariado.
Desde 2022, o modelo evoluiu para se concentrar nos pontos onde os dados históricos do dispositivo identificam um risco de origem humana mais elevado: urbanizações, áreas recreativas, acessos a espaços naturais e pontos de grande concentração de pessoas.
A importância das franjas de protecção nas urbanizações
Fàbrega foi claro ao afirmar que os incêndios não se combatem apenas no verão, mas “durante todo o ano”. “E combatem-se, fundamentalmente, fazendo gestão florestal e tarefas preventivas, como a instalação de depósitos de água, o arranjo de caminhos e a criação de franjas de protecção em torno das urbanizações“, destacou.
Ao longo de todo o ano de 2026, a Diputació prevê investir cerca de 13 milhões de euros em acções direcionadas para a prevenção de incêndios florestais. Um montante que reflecte a dimensão do desafio que a região enfrenta.
Mais de 1.500 urbanizações no meio da floresta
O deputado recordou que existem cerca de 1.500 urbanizações em toda a demarcação, das quais aproximadamente 1.200 se localizam estritamente na área metropolitana de Barcelona e estão rodeadas de floresta. Só o município de Vallirana tem 23 urbanizações e Cervelló conta com cerca de trinta.
Apesar de quase 90% dos projectos de franjas de protecção já estarem elaborados, apenas 50% foram efectivamente executados. Por isso, o objectivo da Diputació é garantir que, nos próximos 10 anos, todas as franjas de protecção de 25 metros em torno das urbanizações sejam concretizadas.
“Cortar árvores é a melhor garantia para fazer sobreviver as florestas da Catalunha“, concluiu Fàbrega — uma afirmação que resume bem a filosofia preventiva que orienta toda esta estratégia.










